Título: The Heart Of Betrayal
Título
Original: The
Heart Of Betrayal
Autora: Mary E. Pearson
Páginas: 402
Editora:
Darkside
ISBN: 9788594540119
Ano: 2016
Atenção: Essa resenha pode conter spoiler caso não tenha lido The Kiss Of Deception.
Atenção: Essa resenha pode conter spoiler caso não tenha lido The Kiss Of Deception.
Sinopse: Em The Heart of Betrayal — Crônicas de Amor e
Ódio v.2, Lia e Rafe estão presos no reino barbárico de Venda e têm poucas
chances de escapar. Desesperado para salvar a vida da princesa, Kaden revelou
ao Vendan Komizar que Lia tem um dom poderoso, fazendo crescer o interesse do Komizar
por ela.
Enquanto isso, as linhas de amor e ódio vão se definindo. Todos mentiram. Rafe, Kaden e Lia esconderam segredos, mas a bondade ainda habita o coração até dos personagens mais sombrios. E os Vendans, que Lia sempre pensou serem selvagens, desconstroem os preconceitos da princesa, que agora cria uma aliança inesperada com eles. Lutando com sua alta educação, seu dom e sua percepção sobre si mesma, Lia precisa fazer escolhas poderosas que vão afetar profundamente sua família... e seu próprio destino.
Enquanto isso, as linhas de amor e ódio vão se definindo. Todos mentiram. Rafe, Kaden e Lia esconderam segredos, mas a bondade ainda habita o coração até dos personagens mais sombrios. E os Vendans, que Lia sempre pensou serem selvagens, desconstroem os preconceitos da princesa, que agora cria uma aliança inesperada com eles. Lutando com sua alta educação, seu dom e sua percepção sobre si mesma, Lia precisa fazer escolhas poderosas que vão afetar profundamente sua família... e seu próprio destino.
The
Kiss of Deception com certeza foi o carro chefe da Darkside em 2016. Com
certeza esse foi o livro que fez muita gente desmitificar que a editora só
publica livros de terror.
É
impossível falar de HoB sem revelar grandes acontecimentos do final do primeiro
livro, por isso continuem por sua conta e risco. Sorry!
Após
fugir de seu casamento com o príncipe de Dalbreck e se passar por uma garçonete
em uma cidade vizinha junto com sua ex-dama de companhia Pauline, muitas coisas
aconteceram na vida de Lia, que só queria tranquilidade sem a exigência da vida
no palácio. Até mesmo um amor verdadeiro surgiu em sua vida, mas mal sabia ela
que seu amado possui muitos segredos, assim como um outro rapaz misterioso que
a rondava.
A
missão de Kaden era simples, matar a primeira filha do reino de Morrighan, mas
os sentimentos e instintos do assassino de Venda diziam para ele fazer o
contrário e foi como prisioneira que ele levou ela para a distante Venda e para
seu líder o Komizar. Em sus encalço e sem muito reforço estava Rafe,
determinado a salvar Lia. Porém os dois acabam presos na impenetrável Venda.
The
Heart of Betrayal mante o clima de suspense no ar. As canções de Venda e os
Testemunhos de Gaudrel, que iniciam os capítulos cada vez mais levanta
suspeitas e dúvidas sobre o que realmente ronda o dom de Lia e do papel que o
Komizar passa a exigir que ela desempenhe.
Famosa
por não manter prisioneiros e elimina-los na primeira oportunidade, o reino de
Venda começa a ser revelado para nos leitores. A pobreza impera naquele lugar,
as únicas representações de soberania são os governadores das cidades menores
dentro do reino. Mas apesar disso a população mostra grande respeito e servidão
ao seu líder o Komizar.
“Mas até mesmo os grandes podem tremer de medo.Até mesmo os grandes podem cair.” Pg.223
É ele
a grande surpresa para mim nesse livro. Se você espera um personagem asqueroso,
vai encontra o posto. Mary E. Pearson saiu da bolha e criou um vilão moderno e
mostra que nem sempre o mal surge em uma aparência feia. O Komizar é o que
podemos chamar de vilão inteligente, apesar da maldade em si, comecei a me
questionar se realmente não foi a sua origem que levou ela as ser aflorada de
maneira tão sanguinária.
Ele me
deu um completo nó, se por um lado é uma péssima pessoa por outro que ver a
população de Venda alimentada e com esperanças para sobreviverem ao inverno,
que promete ser bem rigoroso.
O dom
de Lia começa a se fortalecer e os escritos que roubou ao fugir de casa começam
a fazer sentido e ela saber que precisa explorar as profundezas do Sanctum,
local em que passa a viver, para descobrir mais sobre o que os textos querem
dizer.
Se
você prefere muita ação, esse segundo livro confirmar que essa não é a trilogia
certa. O livro traz um ritmo mais lento que o primeiro, em alguns pontos achei
até cansativo e não me animava muito para ler. Apesar do clima de magia trazido
pelo dom e pelos escritos antigos, que possuem uma narrativa fantasiosa, a
autora criou um enredo em que a trama política é mais forte.
No
meio disso tudo ainda temos um emaranhado de sentimentos entre Lia, Rafe e
Kaden, para alguns pode se tratar de um triangulo amoroso, mas não vejo dessa
maneira. Lia sabe bem quem ama, mas ela não nega que se preocupa com Kaden
apesar de, até então, não corresponder seus sentimentos.
“Eu a vejo, Kaden”, fali. “Eu a vejo em você todos os dias. Desde o instante em que o conheci, vi sua calma, seus modos ternos. A própria Pauline me disse que você tinha olhos bondosos. Isso é mais importante do que a cor deles.” Pg. 191
Acho
que dos três Kaden foi o personagem que mais cresceu. Teremos grandes
revelações sobre esse personagem e todo seu cuidado e interesse por Lia são tão
lindos e apaixonantes, que me deixaram em uma confusão sentimental.
Junto
com Lia, Rafe e Kaden, Pauline passa a narrar alguns poucos capítulos, nos
dando uma visão de como a fuga e posterior sequestro de Lia estão sendo
tratados no seu reino. Queria que essa participação tivesse sido maior, já que
na balança sua tentativa e de Gwyneth em ajudar, ao meu ver foram pouco
proveitosos e apenas uma forma de esclarecer e desenrolar seus próprios
problemas.
O
livro ainda traz uma enxurrada de personagens novos, que desempenharam
importante papel, entre eles Aster, uma garotinha que leva em carinhos para o
Sanctum os espólios e roubos de carga que chegam a Venda. Apesar de viver em um
lugar em que a infância não existe, Aster leva um lado doce ao dia-a-dia de
Lia. E visivelmente Aster ver em Lia uma representação feminina que nunca teve
em sua vida e quem nenhuma mulher em Venda consegue transmitir.
Meu
único problema com esse livro foi que a autora deixou realmente só para o final
o clímax, se no primeiro tínhamos a dúvida de quem era o príncipe e quem era o
assassino, nesse a esperança era de que mais questões sobre Venda e os
Remanescentes fossem reveladas, porem um nó maior se formou na minha mente.
O
final e algumas revelações de Kaden me deixou em dúvida de como a autora
concretiza algumas questões ou cria novos caminhos para ela. Já vi algumas
resenhas negativas do terceiro livro, que segundo alguns gringos não é tão bom
quando os outros. Isso geram uma dúvida em me se realmente vou gostar do
desfecho e se realmente todas as dúvidas e teorias sobre as quais fiz anotação,
irão ser respondidas.
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